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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Fatores depressivos

                                             Imagem: Reprodução Internet

A depressão é considerada um transtorno de humor, porém, este pode levar a morte – pois acarreta, com o tempo, problemas físicos, principalmente devido o descaso e desleixo com si mesmo. De uma maneira inconsciente – e as vezes consciente – o depressivo busca a morte e/ ou o suicídio, através de uma tentativa efetiva ou “buscando” com que uma doença o acometa e não a trate devidamente.
Os sintomas de depressão são muitos e o diagnóstico é dado a partir de uma combinação deles – o que acaba variando de um indivíduo para o outro. Um período de tristeza profunda nem sempre é considerado depressão. Enfim, podemos citar como sintomas da depressão: ansiedade, distúrbios do sono, cansaço, falta de concentração, tristeza, desamparo, desesperança e, como já citado, pensamentos de morte – seria o desejo de Tanato, pôr fim ao sofrimento que não está sendo superado, assim, a única maneira, é exterminar o indivíduo, junto e criador de sua dor.

O surgimento da depressão também não segue uma regra, muito menos pode ser associada a somente um único fator – existe sim um fator determinante, um gatilho para seu surgimento, porém, ela costuma acometer o indivíduo aos poucos, iniciando, geralmente, por um fator associado a perda – seja de um objeto, pessoa ou situação. Na era atual, do capitalismo, por exemplo, não é raro encontrar depressivos que estão nesta situação devido sua questão financeira – visando a crise em que o Brasil vive hoje e que já foi enfrentada nos últimos anos por países como EUA, Grécia e Argentina. A situação contrária também é corriqueira acontecer, o indivíduo se esconde atrás de sua confortável situação financeira, bem como, acaba sendo procurado pelos que lhe cercam somente, ou principalmente, por esta “qualidade”.

Neste exemplo citado, a combinação para o surgimento da depressão foram os fatores sociais e psicológicos. Há participação da sociedade quanto do próprio indivíduo para seu sofrimento. A sociedade ofertou uma condição financeira que, posteriormente, não havia condições de ser mantida. Bem, como, o indivíduo colocou-se em uma necessidade da qual não mais poderia arcar – os bens materiais, o conforto, o luxo, tornaram-se prazeres indispensáveis, seja para o próprio Ego ou para aqueles que lhe cercam.


Outro fator que influencia no surgimento da depressão é o fator familiar – tanto no fator biológico quanto na questão de convivência. Existem casos em que a depressão está na genética, porém, muito acredita-se que nem sempre ela é desencadeada, precisando, assim, de um dos fatores citados anteriormente para que haja combinação e sim faça com que ela surja. É, mais comum, a família interferir nesta questão sob o olhar da convivência familiar, a atmosfera familiar. Um indivíduo que está cercado por pessoas depressivas, deprimidas, tristes, está mais suscetível a agir da mesma do que conseguir vencer a maioria e tornar-se ou manter-se saudável. Neste caso, todos os envolvidos devem ser tratados, direta ou indiretamente.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Introdução à interpretação dos sonhos



                                                                                    Foto: Reprodução Internet

A interpretação dos sonhos talvez tenha sido o método de Freud que mais atraiu a atenção de seus pacientes e até hoje intriga muitos, principalmente os leigos no assunto, seja não profissionais ou não pacientes.

Para tratar sobre a interpretação de sonhos, fica impossível não introduzir a tópica de Freud conhecida como “iceberg”, onde somente uma pequena parte de nossa mente é consciente, assim, o restante é chamado de pré-consciente e inconsciente. Cada indivíduo somente tem domínio sobre seu consciente, onde pode controlar e, principalmente, censurar seus pensamentos.

Durante o sono, o inconsciente vem à tona e o indivíduo não tem mais nenhum poder de controle sob si mesmo. Antes de seu pensamento organizado, possível de ser entendido dentro da realidade, seus desejos mais íntimos e absurdos aparecem, numa mescla com fatos vividos para que seja possível haver a lembrança assim que ocorra o despertar do sono.

Em sofrimento ou não, o indivíduo se liberta durante o sono e, ao despertar, retoma o estado de suposto controle, onde volta a ter certo discernimento sobre o que deve ou não pensar e desejar. Por exemplo, no caso de Ana O., a primeira e mais famosa paciente de Freud, ela sonhava que socorria o pai em um hospital, onde na verdade, ela lembrava vagamente de ter encontrado seu pai em um bordel.


Especialista fala sobre os sonhos: http://www.youtube.com/watch?v=gXcSjOx33L8 



Uma dica interessante e muito utilizada com pacientes que estão tendo seus sonhos analisados é anotar os fatos que são recordados dos sonhos logo ao despertar, pois o organismo ainda está sonolento e não teve tempo de acordar por inteiro, assim, lembranças do sonho efetivamente são transmitidas. É comum o sonho ser apagado da memória quando trazer para o indivíduo um sentimento indesejado, ou seja, acontece o recalcamento dessas imagens que até a pouco estiveram permeando entre os pensamentos.

Cabe ao profissional, ao psicanalista, analisar delicadamente cada acontecimento e cada personagem presente neste sonho. Desenvolver uma certa união entre as palavras ditas em consultório, conscientemente, e os sonhos que aparecem livremente durante o sono. Cada significante possui um significado diferente para cada paciente, um animal, por exemplo, um cão, pode representar para um indivíduo amor e para outro ódio, repulsa, nojo. Por isto a importância em mesclar as representações conscientes e inconscientes, conhecer seu paciente através dos sutis sinais dados em consultório, um lapso da falha, um esquecimento, um tremor ou sudorese ao abordar um determinado assunto.