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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Os três ensaios sobre a teoria da sexualidade



                                                                                                                 Imagem: Reprodução Internet

Todo indivíduo é movido por uma pulsão, um desejo, uma espécie de motivação. Para a psicanálise, esta força é sexual, primitiva, porém, pode ser parcialmente controlada pelo sujeito. Além da existência do consciente e do inconsciente, Freud declara também três “personagens” que compõem cada indivíduo: Id, Ego e Supergo. Estes três travam a cada instante uma batalha interna para provar qual deles é o mais forte e qual consegue comandar seu suposto dono, que nada mais é que um escravo. Com esta teoria, Freud tirou a única certeza que restava aos homens, o autocontrole.
O Id pode ser considerado o sincero, impulsivo, aquele que assume seus desejos, por mais impuros que sejam. Seu defeito? Ignorar a convivência social e buscar, a todo custo, seu prazer imediato e instantâneo. O Superego é completamente o inverso. Aquele ser castrador, que precisa ser aceito e bem visto socialmente, que ignora seus sentimentos e necessidades para que possa fazer parte de um grupo.
O Ego? Pobre Ego. Ele é o morno. Aquele que está no meio, levanto tiro de todos os lados, tentando mediar, porém, o que mais causa, é sofrimento, por não conseguir resolver de uma vez por todas batalha interna. Ora Id vence, ora Superego vence. E quando o Ego vence, qual o sentimento? Morno! Pois há a realização parcial de um desejo do Id e uma aceitação do Superego em realizar determinada tarefa.
As pulsões apontadas pela psicanálise são sexuais, porém, não envolvem diretamente o sexo, o prazer no ato sexual. Pode-se citar um exemplo tipicamente masculino, ter uma Ferrari por exemplo. O sujeito busca o carro por se veloz, confortável, bonito. Desejos conscientes e claramente entendidos dentro do cunho social. Lá na ponta do iceberg, em seu inconsciente, ele busca um carro que poucos têm condições financeiras de comprar para exaltar o quanto é especial, para afirmar o quanto ele é poderoso, viril, único. Sentimentos que podem ter se desenvolvido em um desamor na fase da infância.
É comum o sujeito buscar tapar o buraco de uma falta que lhe deixa um vazio com coisa materiais ou com pessoas, porém, se não encontrada e permitida a aceitação da real causa da falta, esta, nunca poderá ser preenchida. É sim também, verdade de que uma falta preenchida, foca-se em outra, e assim, sucessivamente as neuroses vão surgindo, desaparecendo, se transformando.
A psicanálise, o método catártico, a interpretação dos sonhos, traz o sujeito para a realidade de que, nem ele nem ninguém, podem ser perfeitos aos olhos de uma sociedade falha, onde, ao mesmo, permite que vivam juntos os taxados bons e maus, fazendo assim, com que sejam conhecidos prazeres diferentes, e que ambos sejam objeto de desejo, de posse, para si.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Introdução à interpretação dos sonhos



                                                                                    Foto: Reprodução Internet

A interpretação dos sonhos talvez tenha sido o método de Freud que mais atraiu a atenção de seus pacientes e até hoje intriga muitos, principalmente os leigos no assunto, seja não profissionais ou não pacientes.

Para tratar sobre a interpretação de sonhos, fica impossível não introduzir a tópica de Freud conhecida como “iceberg”, onde somente uma pequena parte de nossa mente é consciente, assim, o restante é chamado de pré-consciente e inconsciente. Cada indivíduo somente tem domínio sobre seu consciente, onde pode controlar e, principalmente, censurar seus pensamentos.

Durante o sono, o inconsciente vem à tona e o indivíduo não tem mais nenhum poder de controle sob si mesmo. Antes de seu pensamento organizado, possível de ser entendido dentro da realidade, seus desejos mais íntimos e absurdos aparecem, numa mescla com fatos vividos para que seja possível haver a lembrança assim que ocorra o despertar do sono.

Em sofrimento ou não, o indivíduo se liberta durante o sono e, ao despertar, retoma o estado de suposto controle, onde volta a ter certo discernimento sobre o que deve ou não pensar e desejar. Por exemplo, no caso de Ana O., a primeira e mais famosa paciente de Freud, ela sonhava que socorria o pai em um hospital, onde na verdade, ela lembrava vagamente de ter encontrado seu pai em um bordel.


Especialista fala sobre os sonhos: http://www.youtube.com/watch?v=gXcSjOx33L8 



Uma dica interessante e muito utilizada com pacientes que estão tendo seus sonhos analisados é anotar os fatos que são recordados dos sonhos logo ao despertar, pois o organismo ainda está sonolento e não teve tempo de acordar por inteiro, assim, lembranças do sonho efetivamente são transmitidas. É comum o sonho ser apagado da memória quando trazer para o indivíduo um sentimento indesejado, ou seja, acontece o recalcamento dessas imagens que até a pouco estiveram permeando entre os pensamentos.

Cabe ao profissional, ao psicanalista, analisar delicadamente cada acontecimento e cada personagem presente neste sonho. Desenvolver uma certa união entre as palavras ditas em consultório, conscientemente, e os sonhos que aparecem livremente durante o sono. Cada significante possui um significado diferente para cada paciente, um animal, por exemplo, um cão, pode representar para um indivíduo amor e para outro ódio, repulsa, nojo. Por isto a importância em mesclar as representações conscientes e inconscientes, conhecer seu paciente através dos sutis sinais dados em consultório, um lapso da falha, um esquecimento, um tremor ou sudorese ao abordar um determinado assunto.